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29 de jan de 2016

Estados Unidos e Inglaterra: intercâmbio em dose dupla

O ritmo dos Estados Unidos e a beleza da Inglaterra: dois intercâmbios e duas viagens inesquecíveis! No post de hoje, a gente vai conhecer um pouco de como foi essa super experiência da advogada Raylla Ryane, que fez, nada mais nada menos, que intercâmbio em dois países. Sim, isso mesmo! Raylla viajou para os EUA e para Inglaterra para se aprofundar no inglês e, além de vivenciar o inglês americano e o britânico, ganhou também aprendizados únicos. Ah, e vamos passar logo para a parte em que ela fala, porque as respostas estão incríveis! Olha só:


Como aconteceu o processo de escolha dos dois destinos para realizar o intercâmbio?

Inicialmente, eu já tinha a vontade e a ideia de conhecer a Inglaterra e os Estados Unidos, e ter as duas experiências com relação aos dois tipos de inglês. Quando de fato surgiu a oportunidade de viajar para os dois países, eu escolhi, neles, cidades grandes, que me proporcionassem diversas opções de turismo e entretenimento, pra que eu tivesse sempre algo novo pra fazer a cada dia. Londres, especificamente, ainda tinha a questão de ser na Europa, o que facilitaria a minha ida a outros países naquele continente, de modo a enriquecer ainda mais meu conhecimento cultural.

Mesmo os Estados Unidos sendo um dos países mais falados e visitados no mundo, foi possível se surpreender ao chegar no país? Que aspectos mais surpreenderam?

Sim, com certeza. Eu me surpreendi muito com o multiculturalismo da cidade, com a segurança, com a facilidade de andar por Manhattan (o fato de as ruas e avenidas serem numeradas ajuda bastante), dentre outras coisas.

(Foto: Arquivo Pessoal)
Não há dúvidas que os EUA são uma potência econômica, cultural e política em todo o mundo. Mas, para você, o que mais gostou no país e cidade em que ficou? Por quê?

O que eu mais gostei foi do ritmo agitado da cidade e da diversidade de opções de entretenimento, com vários restaurantes temáticos, peças de teatro, jogos de hóquei, espetáculos de Natal, lojas enormes e lindas. Além de que, eu pude realmente comprovar que Nova York é a cidade que nunca dorme. Não importa o horário, sempre tem um restaurante aberto, o metrô funcionando, e assim vai. Dessa forma, era impossível ficar entediada por lá.

E quanto à Inglaterra, que diferenças percebeu em relação ao cotidiano, ritmo de vida, cultura, etc?

Com relação à Inglaterra, eu percebi um ritmo de vida bem mais tranquilo. É muito comum sair à tarde tomar um café com bolo, um chocolate quente com muffin, ou mesmo o tradicional chá inglês. Em Londres, eu não percebi tanto a cultura do fast-food, por exemplo. Talvez por conta do clima frio, eles estão sempre atrás de uma bebida quente pra tomar. Outro ponto referente à culinária é que meus almoços por lá eram sempre bem apimentados, pois os britânicos têm uma forte influência oriental nessa parte. Felizmente, eu não tenho problema com isso, mas pra quem não gosta de pimenta, pode ser algo sofrido. Ah! Sempre tinha batata no almoço, e a carne não era tão saborosa quanto a brasileira. Picanha? Era um sonho pra mim lá. Mas era sempre possível comer um bom frango ou peixe. O café da manhã inglês é ainda mais diferente. Normalmente, inclui bacon, feijão doce, um tipo de linguiça, tomates; comidas que você dificilmente encontrará nessa refeição no Brasil.

(Foto: Arquivo pessoal)
Voltando à questão do clima, foi algo também com o que eu tive que me acostumar, pois quando eu cheguei, a média de temperatura era por volta de 10ºC, bem diferente dos 40ºC de Teresina (Piauí). Mas felizmente eu fui preparada com roupas adequadas. No entanto, era estranho ter que vestir tantas peças de roupas pra que fosse possível sair de casa. Mais estranho ainda era o fato de que às 16h já anoitecia, o que provocava uma sensação de dias muito menores.

Outro ponto que percebi é com relação às pessoas, as quais são menos calorosas e próximas umas das outras que os brasileiros. Os londrinos são, na maioria das vezes, cada um por si. Por outro lado, eu pude perceber que eles são extremamente educados. Eu notei isso principalmente nas estações de metrô, onde era perceptível que todos estavam sempre com pressa, mas quem estava fora do trem sempre esperava quem estava dentro do trem sair primeiro, para só então entrar. Não tinha empurra-empurra ou algo do tipo, e as pessoas estavam sempre pedindo desculpas por simplesmente ter tocado em você. Mas acredito também que isso se deva ao fato de o transporte público lá funcionar muito bem. Tanto o metrô quanto os ônibus eram muito pontuais e frequentes (além de serem extremamente modernos e bem sinalizados). Então, se você perdesse um, não era necessário esperar 1 hora pelo próximo, por exemplo.

(Foto: Arquivo pessoal)
Existem algumas diferenças entre o Inlgês falado nos Estados Unidos (americano) e o falado na Inglaterra (britânico). Você teve dificuldades para se adaptar? Como conseguiu superá-las?

Sim, eu tive um pouco de dificuldade de me adaptar ao inglês britânico, mas acredito que isso se deveu principalmente ao choque de não poder me expressar na minha própria língua. Fora isso, tinha a questão do sotaque, com o qual eu tive que me acostumar. Quando eu cheguei nos Estados Unidos, eu já tinha me adaptado a falar somente inglês, e a minha fala já tinha melhorado bastante, então, foi mais fácil me adaptar nesse país. Uma estratégia que me ajudou muito com relação ao idioma foi falar apenas em inglês, até mesmo com os poucos brasileiros que encontrei na minha escola. Assim, eu realmente vivenciava aquilo durante praticamente todo o meu dia, tendo contato com o português somente quando eu me comunicava com minha família e amigos brasileiros.

No dia-a-dia, foi mais fácil lidar com o inglês americano ou com o britânico? Por quê?

Americano. Acredito que porque durante toda a minha vida eu aprendi o inglês americano, além de que eu estou mais acostumada a ouvir esse tipo de inglês em filmes e séries. Além disso, algo que foi definitivo também foi o fato de que eu já tinha passado um período de 02 meses falando somente inglês. Então, as maiores dificuldades pelas quais eu passei com relação à língua, eu já tinha vivido na Inglaterra. O inglês britânico, além de ter algumas palavras diferentes (ex.: pants (Ame) – trousers (Bri)), tem a questão do sotaque, que foi com o que eu tive mais dificuldade no início. Mas ao longo da viagem, essas dificuldades foram se dizimando.

O que destaca como grandes aprendizados depois da experiência de viver em dois países diferentes do Brasil?

Apesar de tudo de maravilhoso que vivi nesses 03 meses fora do Brasil, acho que o maior aprendizado que tive foi valorizar ainda mais a vida que tenho no meu país, com todas as facilidades de estar perto da minha família, de ter meu próprio carro pra me locomover, de viver em um clima tropical, dentre outras coisas.



Depois de saber um pouco sobre como foram esses meses, não dá pra duvidar que o intercâmbio, além de ser um investimento na vida profissional, proporciona um grande enriquecimento pessoal e cultural. E que, dificilmente, seria adquirido de outra forma. Fica o conselho: invista no seu futuro, invista em você. ;)