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23 de jan de 2018

Intercâmbio na Argentina: imersão cultural em Buenos Aires

Pode ser que Brasil e Argentina não sejam tão amigos no futebol, mas isso tudo fica de lado quando o assunto é intercâmbio: o país é um dos mais procurados por brasileiros para cursos de idiomas no exterior. Sim, é isso mesmo! E as razões são muito boas: o país dos hermanos está no mesmo continente que o Brasil, a semelhança do idioma (espanhol) facilita a vida dos brasileiros que se aventuram por lá e o custo de vida não é tão alto, se for comparado a países da Europa. Além disso, o lugar transborda cultura e história!

Emilia conhece Colônia de
Sacramento, no Uruguai (Foto: arquivo pessoal)
A Emilia Sousa, professora de Sociologia, contou para a gente como foi a experiência dela por duas semanas na terra do tango. Ela aprendeu não só o idioma, mas muitas outras coisas. Confere aí!

Que aspectos influenciaram a decisão de realizar um intercâmbio nessa fase da sua vida – nem antes, nem depois? E por que escolheu esta cidade/país como destino de intercâmbio?
Sempre gostei de conhecer culturas e não tenho encontrado pessoas que no período das minhas férias tivessem disponibilidade de viajar, então desde 2016 comecei a viajar sozinha. Decidi fazer o intercâmbio em Buenos Aires porque já conhecia a cidade que muito me agradou, também isso me deu certa segurança no idioma e o intercâmbio veio para superar a insegurança de viajar sozinha para países que falam castelhano.

Como foi o convívio em sala de aula, durante o curso?
As aulas que tive no intercâmbio foi sozinha com a professora, mas haviam atividades fora da escola para todos alunos e eu adorava, aulas de conversação em pontos turísticos como: Porto Madero, Cafés, Caminito, Casa Rosada/Praça de Maio, Museo de Arte Moderna, etc. Sempre com o prof. German que versava sobre política, arte, economia, história... verdadeiros banhos de Cultura!

Conheceu pessoas de outras nacionalidades? Se sim, quais?
Conheci pessoas do Canadá, Alemanha, Holanda e México.

Casa Rosada, sede da presidência
da republica argentina (Foto: reprodução/COINED)
E nas horas livres, o que costumava fazer?
Nas horas livres fui ao Teatro Cólon assistir um espetáculo, aproveitei a temporada do Circo di Soleil que estava na cidade e fui conhecer, vi show de tango instruments l no Centro Cultural, viajei para Colônia de Sacramento no Uruguai, uma cidadezinha linda que vamos de barco e conhecemos em um dia... ah... também vi as "madres da praça de maio" em manifestação... nossa!!! Foram tantas coisas interessante que fiz com colegas que conheci na escola.

Que características da cidade achou mais marcantes?
Achei um povo muito politizado, consciente de seus direitos. No aspecto arquitetônico, a cidade é muito bonita e segura para passeios a pé, assim se conhece melhor a cidade.

Emilia visita o Centro Cultural
Cristina Kirchner (Foto: arquivo pessoal)
Como avalia a sua evolução no aprendizado do idioma, ao concluir o intercâmbio?
Conclui que meu objetivo em fazer o intercâmbio foi totalmente realizado: senti-me segura em viajar sozinha para outros países com o mesmo idioma, além do que ver e ouvir relatos de outras pessoas de diferentes idades que também viajam sozinhas nos encoraja.

Quais foram as maiores lições que absorveu com essa experiência?
- Muitos medos que criamos não se sustentam com o contato com a realidade.

- Estudar sempre nos enriquece, especialmente quando estamos em outra cultura.
- Fazer amizades nos faz perceber que fazemos parte de uma grande família: a de seres humanos com seus encantos, desencantos, sonhos... somos todos seres em construção!



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Encorajar: esse é, sem dúvidas, um dos efeitos que o depoimento da Emilia pode causar na gente! Depois de saber como foi essa aventura, não dá mais para apresentar nenhuma desculpa para não investir logo em um intercâmbio. Adicione coragem na bagagem e vamo nessa: embarque no mundo! 


🙋 E não se esqueça:














... até a próxima! 😎